Existem acontecimentos, factos, dados, opções, situações, o que quer que se lhe chame, na minha vida, com os quais tenho que viver. Ou melhor aprender a viver. Suportar, na medida em que não os consigo alterar ou superar.
Detesto a forma como lido com isso. Odeio a posição em que me coloco. A culpa que assumo. Sem saber porquê. A falta de força que tenho.
Tenho esta certeza. Conheço a realidade. Sei! Que só posso aceitar.
Só preciso de tempo. Mas de um tempo sem horas. Um tempo só meu. Quase como se fosse um intervalo.
Não consigo mudar os factos, tenho a obrigação de mudar o que sinto sobre eles.
Hoje escrevo sobre isto, na tentativa de me estruturar e prespectivar. De me forçar a uma linha de pensamento que não seja confusa.
Sei do caminho, sei de tudo, só não sei o sinto, ou melhor só sei o que não quero sentir.
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10 maio, 2010
30 junho, 2009
desleal

Regressa o medo que se esconde na sombra.
Escondo-me, desesperada atrás
de uma força que não tenho.
De uma inevitabilidade que não aceito.
Esta é uma luta desleal. Sempre será...
Nada posso contra as leis da vida.
Resta-me a resignação que não alcanço.
A fúria de não a alcançar.
A confusão em que me lanço porque,
afinal nada é simples.
Eu não sou simples!
Nada simplifico. Nada racionalizo.
As emoções complicam.
O amor aumenta infinitamente a dor.
Por nada se troca a dor e o amor.
E depois, nada!
As memórias que se perdem.
Os afectos que não voltam.
O que se viveu. Carrega-se na saudade.
Porque não consigo apenas sorrir?
Porquê?
Porque não consigo apenas aceitar?
Porquê?
Porquê?
26 fevereiro, 2009
29 janeiro, 2009
olhar de frente
No fundo dos seus olhos
vejo o desespero, da incerteza. Numa atitude confusa, descrente e desistente.
vejo o desespero, da incerteza. Numa atitude confusa, descrente e desistente. Como já disse tantas e tantas vezes, tudo se renova! é possivel renascer. Todas as possibilidades existem.
Apenas temos que as percepcionar. E depois acreditar!
Tudo se desenha e materializa no que nos rodeia. É preciso contemplar, perceber, reflectir.
Tambem é preciso parar!
Olhar para nós à luz do mundo e o mundo à nossa luz.
Reflectir!
Olhar o mar!
Sentir... e esperar.... acreditar!
Em nós próprios!
Nós podemos tudo!
Se os problemas vêm ter comigo eu resolvo. Eu aguento. Tudo. Até no limiar da vida!
A cada minuto que passa sou mais forte. Apenas porque, olho para o que é essencial, porque valorizo o essencial.
E o essencial entre muitas outras coisas, são os afectos.
Importa quem está conosco. Importa quem não desiste. Importa quem acredita!
Importam os abraços e os sorrisos. Os olhares cumplices.
Enquanto o meu coração bater por alguem, tudo é possivel! Terei sempre força!
A solidão é um refugio. Um dos muitos nomes do medo!
Prefiro a coragem, com todos os riscos que ela encerra e que estou disposta a assumir!
11 novembro, 2008
os meios e os fins

Na interrogação permanente sobre o que me faz descobrir novos caminhos e progredir. Sobre o que me clarifica as escolhas. Sobre como descobrir as chaves que abrem novas portas e com elas novos mundos.
A procura é muitas vezes a resposta. É o meio e muitas vezes o fim. E o fim é o inicio de outra etapa.
A procura é outra forma de olhar. Outro angulo. Por vezes fechado e outras aberto e amplo.
Nem sempre gosto do que encontro. Existe uma teia demasiado apertada em minha volta. Entre afirmações, interrogações, introspecções, dádivas e obrigações. Está a vida. Tudo o que me faz prosseguir. O que amo, quem amo e eu!
Encontro-me agora em fim de ciclo. Mais do que respostas encontro perguntas. Que neste momento são suficientes enquanto respostas.
Por isso faço uma pausa. Uma necessária reflexão!
12 setembro, 2008
real
Sendo que este é um local no qual gosto de ir materializando na forma escrita e visual, os sentimentos e a emoçoes dos dias. Mantenho todavia uma linha que não trasnponho e que diz respeito às grandes decisões, à vida pratica e à realidade. Que devem na minha opinião ser analisadas de forma objectiva, prática e sistemática.
Aqui, escrevo o que sinto, penso, desejo e sonho, emocionalmente. O que a tal realidade me provoca e não o contrário, porque nada do que aqui escrevo altera a realidade. Hoje sinto uma necessidade, irreprimivel de o fazer.
Não me consigo encontrar. Não me consigo sentir bem com o que faço. Detesto o excesso de awerness que tenho do que me rodeia.
É muito frustrante, ver serem valorizados os principios menores ao invés do essencial.
Não consigo ter o impacto estruturante que devia ter e que é minha obrigação ter, porque não sigo a rotina convencionada. Porque sou subtilmente compledida a anular-me enquanto profissional.
Faço apena o que me deixam fazer e não o que quero. O que me deixam fazer não satisfaz as expectativas da função. Não desisto, porque também não posso desistir.
Cobardemente teimo em não tomar a atitude que devo tomar; usar arbitrariamente o poder que tenho.
Paralelamente a tudo isto, vivo outra realidade, completamente oposta a esta!
Cada um de nós valoriza aspectos diferentes da personalidade e da vida.
Mantenho o silêncio. Sempre. Tristemente, manter o silêncio tornou-se uma rotina.
Por momentos, demasiados momentos, sinto que me anulo. Em muitos aspectos.
Apenas um exagerado sentido de lealdade e de missão é que me obriga a não virar a minha vida do avesso. Estou tão perdida... e tão distante de tudo e de todos...
No entanto eu também acredito que posso valorizar os bons aspectos que estão à minha volta. Não vou procurar na mudança a solução para tudo.
A solução está algures, dentro de mim. Provavelmente eu não reuno as condições emocionais necessárias para a reconhecer. Mas só pode ser esse o caminho!
01 setembro, 2008
Ecos
Tento ouvir o bater do meu coração... fecho os olhos. Tento sentir.
Jamais saberei se as minhas opções foram as melhores ou as piores. Foram as minhas.
Não me poderei nunca arrepender do que fiz. Porque já está feito!
Não sei do tempo, presente ou futuro.
Não tenho certezas. Apenas acredito.
Nem sim, nem talvez.
Para obter respostas tenho que fazer as perguntas. E essas? serão as perguntas certas?
Não sei. São as minhas.
Não quero deixar de acreditar nos afectos. Fazem-me falta!
Detesto reconhecer estas carências. No entanto elas existem!
Sinto!
A paixão e a raiva! A ternura e a calma! O silêncio e os gritos da alma!
Jamais saberei se as minhas opções foram as melhores ou as piores. Foram as minhas.
Não me poderei nunca arrepender do que fiz. Porque já está feito!
Não sei do tempo, presente ou futuro.
Não tenho certezas. Apenas acredito.
Nem sim, nem talvez.
Para obter respostas tenho que fazer as perguntas. E essas? serão as perguntas certas?
Não sei. São as minhas.
Não quero deixar de acreditar nos afectos. Fazem-me falta!
Detesto reconhecer estas carências. No entanto elas existem!
Sinto!
A paixão e a raiva! A ternura e a calma! O silêncio e os gritos da alma!
25 agosto, 2008
31 julho, 2008
efemero

O tempo passa implacavelmente. Com ele passam todos os momentos que podem ser sentidos e vividos com intensidades e sentimentos diferentes. Mas passam. Recordando a efemeridade de tudo. As memórias, eventualmente podem permanecer por muito tempo.
Os minutos que passei a escrever este post, estão a passar. Porque decidi que era importante para mim. Não considero que os gastei mas sim aproveitei. No entanto passaram.
Não quero correr contra o tempo, mas sei que não tenho tempo. Por isso quero ser feliz no tempo de que disponho.
21 maio, 2008
se...
De repente fiquei muito inquieta, até nervosa. Desejei que tudo fosse diferente. Mas não é! Provavelmente essa também não é a linha de pensamento correcta. Se tudo fosse diferente, não conhecia as pessoas que conheço hoje. Se tudo tivesse sido diferente, não tinha aprendido tanto sobre o comportamento humano.
Se tudo tivesse sido diferente, poderia ter aprendido outras coisas e conhecido outras pessoas. Nunca saberei.
Opto por valorizar o que sei e as pessoas que estão na minha vida, que abraço e amo.
A minha filha de 10 anos perguntou-me; - Mamã, porque é que existe o cancro?
Eu respondi; - Para nos lembrar que devemos viver bem, aproveitar a vida e para dizermos todos os dias que gostamos das pessoas de quem de facto gostamos.
Os problemas vêm ter conosco e nós resolvemos e conseguimos superar tudo, se nos ajudarmos uns aos outros. Se tivermos coragem e se não nos entregarmos ao desespero.
Tenho muitas dúvidas, medos e carências, não sei como lidar com muitas situações, mas sei que estou sempre disponivel e forte para os que amo. Dar-lhes-ei sempre todo o apoio que conseguir dar e o meu incondicional amor.
Não escrevo, porque alguem esteja doente. Escrevo porque precisei e preciso de me lembrar que não podendo resolver todos os problemas, posso pelo menos relativiza-los.
Tudo poderia ser diferente, mas não é! A vida é feita de opções, não sabendo se são boas ou más, têm que se fazer e assumir. As minhas, não sei o que são, mas sei que são verdadeiras.
Se mudarmos algum facto da nossa vida, potencialmente mudaremos tudo o resto.
Se tudo tivesse sido diferente, poderia ter aprendido outras coisas e conhecido outras pessoas. Nunca saberei.
Opto por valorizar o que sei e as pessoas que estão na minha vida, que abraço e amo.
A minha filha de 10 anos perguntou-me; - Mamã, porque é que existe o cancro?
Eu respondi; - Para nos lembrar que devemos viver bem, aproveitar a vida e para dizermos todos os dias que gostamos das pessoas de quem de facto gostamos.
Os problemas vêm ter conosco e nós resolvemos e conseguimos superar tudo, se nos ajudarmos uns aos outros. Se tivermos coragem e se não nos entregarmos ao desespero.
Tenho muitas dúvidas, medos e carências, não sei como lidar com muitas situações, mas sei que estou sempre disponivel e forte para os que amo. Dar-lhes-ei sempre todo o apoio que conseguir dar e o meu incondicional amor.
Não escrevo, porque alguem esteja doente. Escrevo porque precisei e preciso de me lembrar que não podendo resolver todos os problemas, posso pelo menos relativiza-los.
Tudo poderia ser diferente, mas não é! A vida é feita de opções, não sabendo se são boas ou más, têm que se fazer e assumir. As minhas, não sei o que são, mas sei que são verdadeiras.
Se mudarmos algum facto da nossa vida, potencialmente mudaremos tudo o resto.
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