08 julho, 2009
03 julho, 2009
raízes profundas

Acredito em criar raízes...
e acredito no fruto que
provem das raízes profundas.
Sei dos afectos que crescem
e se desenvolvem,
criando profundas raízes.
Alguns desses afectos
estão plantados no meu coração.
Só porque os sinto,
só porque sei que os posso sentir.
A vida vale a pena. Sorrio.
Esqueço a solidão...
30 junho, 2009
desleal

Regressa o medo que se esconde na sombra.
Escondo-me, desesperada atrás
de uma força que não tenho.
De uma inevitabilidade que não aceito.
Esta é uma luta desleal. Sempre será...
Nada posso contra as leis da vida.
Resta-me a resignação que não alcanço.
A fúria de não a alcançar.
A confusão em que me lanço porque,
afinal nada é simples.
Eu não sou simples!
Nada simplifico. Nada racionalizo.
As emoções complicam.
O amor aumenta infinitamente a dor.
Por nada se troca a dor e o amor.
E depois, nada!
As memórias que se perdem.
Os afectos que não voltam.
O que se viveu. Carrega-se na saudade.
Porque não consigo apenas sorrir?
Porquê?
Porque não consigo apenas aceitar?
Porquê?
Porquê?
24 junho, 2009
... sem os quais não sou feliz
22 junho, 2009
um passo em frente
Num breve momento de dúvidade mim própria …
Sinto que não consigo corresponder às minhas
expectativas e certezas.
Espero mais de mim.
Sem desculpas.
Nem culpas.
Sinto-me derrotada.
Preciso de dar um passo em frente…
Em silêncio?
Não!
Retirando os sentimentos das palavras
e as palavras de mim.
Esvaziando-me de tudo.
Confesso-me a mim.
Admitindo-me e assumindo-me.
Exigindo-me naturalmente mais.
Do que sou e do que dou.
Preciso de dar um passo em frente…
Retirando os sentimentos das palavras
e as palavras de mim.
Esvaziando-me de tudo.
Confesso-me a mim.
Admitindo-me e assumindo-me.
Exigindo-me naturalmente mais.
Do que sou e do que dou.
Preciso de dar um passo em frente…
18 junho, 2009
à beira mar
À luz da lucidez da realidade.
Gosto de o fazer, com um sorriso.
Debaixo de um sol intenso
Debaixo de um sol intenso
à beira mar
com os pés descalços.
Importante somos todos nós,
os que acreditamos nos afectos,
e na força que um abraço contem!!
Nunca abdicar de ser. Inteira e completamente.
Acreditar na coragem e nunca desistir.
Porque todos os caminhos são possíveis...
17 junho, 2009
14 junho, 2009
tempo
Do tempo. Vivo o presente.Não quero esquecer o passado. Faz parte de mim.
Prefiro não imaginar o futuro. Farei o meu melhor.
A escolha está no agora.
Neste instante, em que se define o que se vive e o que se deixa por viver.
A história que se conta e a que fica por contar é a das opções.
Este é o tempo que escolho para partilhar a opção que faço pelo amor incondicional,
pela vida, pelo os que amo, e por quem de uma forma ou outra se cruza comigo.
Acredito na alegria como símbolo da vida da união e da força.
Pela alegria, pelo amor e pela a total entrega à vida, sou livre!!
11 junho, 2009
sei que
Acredito na sua união.
Como única forma de afastar o medo e a duvida.
A esperança é uma dádiva que fortalece os sentidos.
A confiança. Uma conquista árdua.
Numa incondicionalidade absoluta. O tempo.
09 junho, 2009
harmonia

Escolhas.
Em harmonia com os sentidos.
Consciente das interligações que existem.
Com a convicção da alegria e do bem que elas poderão produzir.
Numa constante de procura, de saber. Sempre mais.
Sem silêncios. Sem gritos. Com serenidade.
De olhos abertos. Emanando luz.
Numa poderosa vibração de energia. Interior. Que extravasa.
No limiar de algo extraordinário. A coragem.
Falo de afectos.
Em harmonia com os sentidos.
Consciente das interligações que existem.
Com a convicção da alegria e do bem que elas poderão produzir.
Numa constante de procura, de saber. Sempre mais.
Sem silêncios. Sem gritos. Com serenidade.
De olhos abertos. Emanando luz.
Numa poderosa vibração de energia. Interior. Que extravasa.
No limiar de algo extraordinário. A coragem.
Falo de afectos.
05 junho, 2009
lugar
04 junho, 2009
03 junho, 2009
Compartilho-me
27 abril, 2009
indefinidamente

Sinto que vou fechando portas dentro de mim.
Quase em silêncio.
Portas que tinha aberto à pouco tempo.
Não falo de confiança e coragem.
Falo de (in) consequências.
Portas que precisei abrir,
Que me mostraram outros caminhos e outras portas.
Que me conduziram para mais perto de mim mesma.
Este espaço é uma dessas portas que permanecerá
Fechada indefinidamente.
Quase em silêncio.
Portas que tinha aberto à pouco tempo.
Não falo de confiança e coragem.
Falo de (in) consequências.
Portas que precisei abrir,
Que me mostraram outros caminhos e outras portas.
Que me conduziram para mais perto de mim mesma.
Este espaço é uma dessas portas que permanecerá
Fechada indefinidamente.
Deixo apenas aberta a única porta
segura e constante;
a que dá para o mar.
26 abril, 2009
História inacabada

No dia de hoje, de ontem, todos os dias. Nasce o sol.
Nasce a vontade de renascer. E acreditar que
é possível...
Numa luta silenciosa que se trava a todas as horas.
Ganham-se batalhas no meio de ausências, esquecimentos e silêncios.
Perdem-se demasiadas ilusões no meio de dissimuladas vontades.
Esta é uma história inacabada...
24 abril, 2009
22 abril, 2009
Urgentemente

Urgentemente
É urgente o Amor,
É urgente um barco no mar.
É urgente destruir certas palavras
ódio, solidão e crueldade,
alguns lamentos,
muitas espadas.
É urgente inventar alegria,
multiplicar os beijos, as searas,
é urgente descobrir rosas e rios
e manhãs claras.
Cai o silêncio nos ombros,
e a luz impura até doer.
É urgente o amor,
É urgente permanecer.
Eugénio de Andrade
20 abril, 2009
mudar o rumo

Às voltas com um eu demasiado complexo. Que insiste, neste lugar, olhar mais para dentro do que para fora. Que teima em exorcizar, aqui, as inquietações mais profundas. Apenas porque sim.
Por um momento, parece-me insuficiente. Desprovido de sentido. Inconsequente. Irrelevante. Se o posso ou preciso de fazer, devo procurar um lugar, só meu.
A vida, o que me rodeia, os sentimentos que me inspiram. São partilháveis, mas não são relevantes, senão para mim mesma.
Não sei muito bem onde quero chegar, mas sei que não é este o caminho.
Impõe-se uma mudança de rumo.
15 abril, 2009
13 abril, 2009
farol

Certeza do tempo. Do que o passado representa no futuro. Hoje!
Certeza do lugar. De mim, dos outros e do mundo. Envolvidos e comprometidos!
Certeza do possível, sonho e luz. Concretizáveis!
Certeza da duvida. Inevitável e necessária para o passo seguinte.
Certeza do medo. Que a coragem precisa. Superação.
Certeza do inicio e do fim. Serenamente. Viver!
Certeza de que partirei sempre para um lado qualquer. Livre!
Certeza de que regressarei sempre, por um caminho diferente. Livre!
12 abril, 2009
junto ao mar

Parti muito cansada. Viajei muitos quilómetros. Tentei fugir de mim. Pensei que fugia. Enganei-me. Afinal procurava-me. Encontrei-me. Junto ao mar. Sempre o mar.
Fascinam-me os penhascos. Onde a terra acaba ou onde o mar começa. Depende da perspectiva. Eu acho que é sempre o inicio.
Atraem-me os faróis que guiam os barcos e gosto de pensar que também me guiam a mim.
Por um momento, encontrei a paz, neste fim de tarde. De frente para o mar. Ao som das gaivotas. Não havia silencio. Havia sossego. Trago no coração, certezas!
06 abril, 2009
03 abril, 2009
certezas

Não tenho certezas. Faço perguntas e procuro em mim, nos outros e no mundo.
Sinto a ausência que mais ninguem parece notar.
Não tenho a certeza. De mim.
Às vezes sinto uma solidão muito estranha. Muito só!
Preciso de compreender porque tudo é incompleto.
Não tenho a certeza de que exista algum sentido.
ou que alguma vez existirá.
Oscilo entre a vontade de ficar e a vontade de partir.
Por isso espero...
31 março, 2009
nitidez

Na nitidez da realidade, impõe-se seguir o impulso da coragem.
Da coragem de sentir e de viver. Sem esperar mais.
Admitindo os mistérios que nunca se resolverão,
combatendo as fragilidades inevitáveis,
fecho os olhos com força, para depois os abrir, determinada.
Respiro. O momento, a vida e a liberdade de poder sonhar.
A vida apresenta-se tão cheia de palavras impossíveis...
27 março, 2009
25 março, 2009
Verdes são os campos
De cor de limão,
Assim são os olhos
Do meu coração.
Campo, que te estendes
Com verdura bela.
Ovelhas, que nela
Vosso pasto tendes,
De ervas vos mantendes
Que traz o Verão,
E eu das lembranças
Do meu coração.
Gados que pasceis
Com contentamento,
Vosso mantimento
Não no entendereis.
Isso que comeis
Não são ervas, não,
São graças dos olhos
Do meu coração.
Luís de Camões
24 março, 2009
vontade
Sempre!
Partir sem rumo...
Esta viagem é uma certeza, que apenas se vai adiando!
As nuvens afastarão a noite e numa mágica madrugada, partirei por entre raios de sol.
Soltarei as velas. Abertas ao vento.
Que levará todos os pensamentos, todas as angústias e incertezas.
O horizonte não terá limites. Serei livre em cada respiração.
Ancorarei num porto e numa praia deserta. Em todos os lados!
Não temo a tempestade, nem o mar revolto.
Nem o silêncio nem a saudade.
Apenas temo, nunca vir a conhecer-te!
22 março, 2009
o meu jardim

No meu jardim Secreto, só entro eu!
Ando, descalça!
Dispo-me de tudo!
De palavras, de medos e de pensamentos!
Tem, cores fortes. Só minhas!
Caminhos, sem direcção, que só eu conheço!
Jardim onde danço, canto e sinto. Livre!
As luzes e os reflexos, surpreendem-me.
Porque são uma constante!
Assim como as estrelas!
Neste jardim não me sinto só!
Aqui confronto-me e sossego-me!
Aqui, sorrio de esperança,
pela descoberta que todos os dias,
faço de mim e do mundo.
Consigo juntar todos os pedaços espalhados de mim,
porque me desafio e surpreendo!
Porque sou!
No meu jardim e fora dele!
19 março, 2009
18 março, 2009
concretamente

Com a mente demasiado pesada e sombria.
Tentei não sucumbir ao desespero e procurei a solução na rendição do corpo.
Na exaustão pelo prazer. Puro prazer.
Entreguei-me inconsequentemente a um devaneio luxuriante. Deixei cair todas as mascaras.
Dei tudo!
Tentei não sucumbir ao desespero e procurei a solução na rendição do corpo.
Na exaustão pelo prazer. Puro prazer.
Entreguei-me inconsequentemente a um devaneio luxuriante. Deixei cair todas as mascaras.
Dei tudo!
Sem palavras, sem medo, sem me esconder.
Permiti que tomasses o meu corpo em quentes e sensuais carícias, que me torturaram a pele. Os longos e estonteantes beijos, fizeram-me perder a razão e a noção do resto do mundo.
Abandonei-me à necessidade urgente e primitiva que me trespassou os sentidos, despedaçando-os cruelmente.
Corpos suados, que se agarraram e invadiram até à alma, numa extenuante luta de dádivas e exigências.
Esgotei-me numa excitação delirante e libertadora.
Esta descontrolada loucura dos sentidos fez-me sentir viva, brutalmente viva!!
Permiti que tomasses o meu corpo em quentes e sensuais carícias, que me torturaram a pele. Os longos e estonteantes beijos, fizeram-me perder a razão e a noção do resto do mundo.
Abandonei-me à necessidade urgente e primitiva que me trespassou os sentidos, despedaçando-os cruelmente.
Corpos suados, que se agarraram e invadiram até à alma, numa extenuante luta de dádivas e exigências.
Esgotei-me numa excitação delirante e libertadora.
Esta descontrolada loucura dos sentidos fez-me sentir viva, brutalmente viva!!
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